PORQUE CHOCOLATE?

O Brasil é o 5° colocado na produção mundial de chocolates e a fabricação de produtos de forma caseira oferece oportunidades para o pequeno empreendedor.
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir.

O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as
informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?
Pessoas que não vivem sem chocolate são fáceis de encontrar. O produto é consumido no mundo todo e, para muitos, não se trata só de um alimento, mas, sim, de uma verdadeira fonte de energia ou até mesmo de um ótimo calmante para aliviar o estresse do dia a dia. O que poucos sabem é que o chocolate já era consumido e venerado pelos povos maias e astecas. Não há registros de quem descobriu o cacau, fruto com que é feito o chocolate, mas é possível dizer que essa amêndoa tenha origem nas regiões tropicais das Américas do Sul e Central. Surgiu milhões de anos atrás, na Floresta Amazônica, entre os Rios Orenoco (que nasce na Guiana e se estende pela Venezuela) e Amazonas. A mitologia também dá sua contribuição. Conta
uma lenda asteca que Quetzalcoatl, Deus da Lua, roubou uma árvore de cacau da terra dos filhos do Sol, para presentear seus amigos, os homens, com chocolate, a delícia dos deuses. Essa lenda deve ter influenciado Carlos Linnaeus, botânico sueco,
que classificou o cacaueiro Theobromacacao, do grego Theo (Deus) e broma (alimento).


O cacau chegou ao Brasil pelo estado do Pará, em 1746, trazido pelo francês Louis FredericWarneaux. No mesmo ano, Antônio Dias Ribeiro recebeu algumas sementes do colonizador francês e começou a cultivar a amêndoa em cidades como Ilhéus e
Itabuna, no sul da Bahia, o que ajudou no desenvolvimento econômico da região. (Aliás, o cultivo de cacau nas cidades baianas foi tão bem sucedido que contribuiu para enriquecer a cultura brasileira, servindo de inspiração até para as obras do consagrado escritor Jorge Amado.)
Na metade do século 19, o Brasil já era o maior exportador de cacau do mundo, chegando a mandar para o exterior, em 1880, mais de 70 mil toneladas. Com a produção do cacau em alta, começaram a surgir no fim do século 19 e início do século 20, as indústrias de chocolate no país. Em geral, elas eram familiares, fundadas por imigrantes da Alemanha, Letônia e Suíça.


Atualmente, o chocolate no Brasil é considerado um alimento moderno, que repõe as energias gastas no dia a dia, e sua popularidade entre os consumidores resultou em seções dedicadas exclusivamente a ele em todas as redes de supermercado do país.
Hoje, o chocolate possui uma simbologia única na sociedade atual. Presentear alguém com uma caixa de bombons representa um gesto de carinho, amor, solidariedade ou amizade.

MERCADO

O mercado de chocolates deve crescer, até 2020, 10% ao ano, segundo a consultoria Euromonitor. Em 2012, o produto movimentou 12,5 bilhões de reais. O Brasil, apesar do clima quente e do alto nível dos produtos industrializados, possui um grande
mercado em potencial para o chocolate feito artesanalmente. Hoje os brasileiros comem 2,8kg per capita por ano do doce, o que os coloca atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha em produção. Metade dos brasileiros consome pelo menos
uma vez a cada três meses, um quarto o faz toda semana, mas um quarto deles nunca come o produto, segundo pesquisa de mercado realizada pelo Ibope a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB). Para oito em cada 10, o prazer é a principal sensação
relacionada ao doce. Os pequenos fabricantes têm o costume de unir bom preço à boa qualidade, adotando uma política realista de mercado, pois reduzindo a margem de lucro fica mais fácil aumentar o número de clientes.


Segundo pesquisas efetuadas em 2013 pela UHY Moreira – auditores e publicado pelo setor de economia e estatística da ABICAB, o Brasil ocupa a 3a posição no ranking mundial em produção de chocolates, cerca de 800 mil toneladas/ano, e as empresas estão investindo pesado para que o país chegue à segunda colocação até 2016. O principal esforço da indústria está na inovação em todas as etapas de produção, aprimorando e diversificando sabores, texturas, embalagens, formatos e distribuição.
Este mercado atrai grande número de empreendedores e, portanto, concorrentes, mas, mesmo com a grande concorrência, a fabricação de produtos de chocolate caseiro oferece muitas oportunidades para o pequeno empreendedor, que para ter sucesso e estar diferenciado no mercado deverá saber trabalhar, tanto com os recursos disponíveis, quanto em criatividade, na elaboração e comercialização.


As pessoas compram chocolates principalmente para presentear, mas existem datas que o consumo aumenta, é o caso da Páscoa, do natal, dia dos namorados, dia dos pais e dia das mães, etc. Para isso é necessário criar um calendário promocional com as datas em que o consumo é maior, e com criatividade é possível elaborar coleções temáticas com chocolates em forma de coração e de flores para o Dia dos Namorados, por exemplo, ou de cachimbo e de gravata para o Dia dos Pais, além da produção para batizados, casamentos, aniversários etc.

FONTE: SEBRAE.COM.BR

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