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Além do plástico descartável, Europa está pronta para proibir também as embalagens plásticas !!

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A Comissão Europeia está pronta para proibir as embalagens plásticas e está examinando possíveis regulamentações com o objetivo de reduzir o lixo plástico e a contaminação ambiental causada pelo microplástico. Isso é o que acaba de ser revelado por Virginijus Sinkevicius, novo comissário para o meio ambiente e oceanos da comissão von der Leyen, em entrevista ao jornal alemão Die Welt.

“Definitivamente, queremos expandir as regras para plásticos descartáveis ​​e atualmente estamos investigando qual direção seria possível. Um passo importante seria, por exemplo, proibir embalagens plásticas ou prescrever o uso de plástico reciclado”, afirmou Sinkevicius.

Segundo a Comissão Europeia, mais de 80% do lixo marinho é composto de plástico que, devido à sua lenta decomposição, se acumula no meio ambiente, ameaçando a vida selvagem. Os animais, além de serem presos e mortos no lixo, ingerem pedaços de plástico que acabam na cadeia alimentar e, consequentemente, em nossos pratos.

Precisamente para proteger a saúde do meio ambiente, da fauna e, claro, a nossa, a União Europeia decidiu proibir artigos de mesa, cotonetes, balões e outros objetos plásticos descartáveis ​​a partir de 2021, e agora também pode proibir embalagens de plástico, exigindo o uso de soluções mais sustentáveis.

A Comissão Européia também está examinando outros possíveis regulamentos para reduzir a poluição de plásticos, do imposto sobre resíduos de plástico aos regulamentos que podem conter a liberação de microplásticos, forçando as empresas a encontrar alternativas para reduzir drasticamente o potencial de liberação de partículas poluentes dos cosméticos, pneus e outros produtos.

EUROPA esta ficando sustentável...dando os primeiros passos rumo ao futuro
Foto por mali maeder em Pexels.com

O problema do microplástico

Os microplásticos são liberados a partir de inúmeros produtos e, como o plástico, se acumulam nos ecossistemas prejudicando solo e água e expõem a população a riscos à saúde.

Segundo Sinkevičius, até o final deste ano, a UE fornecerá uma lista muito detalhada de todos os produtos que contêm microplásticos ou feitos com microplásticos.

Nos próximos meses, a União Europeia poderá tomar medidas para eliminar o uso de plástico para embalagens e reduzir a contaminação ambiental por microplásticos. Enquanto isso, todos nós já podemos fazer muito para limitar a poluição por plásticos, por exemplo, escolhendo comprar alimentos e produtos de higiene a granel sem embalagem ou com embalagem reduzida, reciclável ou de fácil decomposição.

Quanto aos microplásticos, no entanto, podemos prestar atenção a cosméticos e roupas, optando por produtos feitos com matérias-primas naturais. São pequenos gestos, mas todas as pequenas ações realizadas por muitas pessoas podem fazer a diferença.

fonte: https://www.greenme.com.br/informarse/lixo-e-reciclagem/39563-europa-proibir-embalagens-plasticas/

Eliane A Oliveira

Eliane A Oliveira Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.

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Plástico: Vamos fazer a diferença

Foto por Porapak Apichodilok em Pexels.com

Oito milhões de toneladas de plástico vão parar ao fundo dos mares todos os anos. Oito milhões (sim, isto mesmo!!). O planeta está, portanto, em perigo. E Você (sim, você mesmo) é parte desta mudança.

Substituir o plástico por embalagens e produtos mais sustentáveis entranhou-se em discursos que pedem mais respeito pela natureza. Há mil e uma razões para insistir nos cuidados a ter com o planeta. Os avisos vêm de todo o lado, sustentados em previsões e estudos de especialistas. E não se brinca com coisas sérias. Até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. Uma garrafa de plástico demora 450 anos a decompor-se. Por isso, deve-se passar a mensagem de que é preciso e possível comprar menos plástico. Não é difícil, pode ser mais barato e alegra o ambiente.

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Higiene: do shampoo às escovas

O Banheiro pode ser um deposito de plástico. Frascos plásticos para todo lado. Não precisa ser assim. Há shampoos sólidos, desodorantes em frascos de vidro, discos de algodão reutilizáveis, esponjas naturais para esfoliar a pele, cotonetes de bambu ou papel, pasta de dentes embalados em papel cartonado ou naturais. E ainda escovas de dentes feitas de bambu, que demoram poucas semanas a decompor-se.

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Alimentação: viva o aço e o vidro

Pratos de plástico, copos de plástico, talheres de plástico. É mais simples e dá menos trabalho. E quem sofre é o ambiente. Opções? Pratos de vidro, talheres de bambu ou de madeira, palhinhas de bambu ou de aço inoxidável. Garrafas de plástico podem ser substituídas por garrafas de vidro, de aço inoxidável, de silicone. Na hora do café, nada de plástico na máquina: há cápsulas reutilizáveis ou capsulas do sistema ESE em papel. Os produtos de limpeza podem igualmente contornar o uso do plástico. É o caso dos esponjas para louça feitos com materiais reciclados (com restos de garrafas de plástico e de estofamentos) e embalados em papel. E na hora das compras, sacos de pano fazem um bom trabalho e não agridem o ambiente.

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Escola: reciclar para escrever

Por cada ano letivo, dezenas de cadernos, milhares de folhas… e muito plástico. Papel reciclado é uma boa opção. E as canetas de plástico? Se forem recicláveis menos mal, mas há várias possibilidades. Canetas de madeira de bambu natural, envolvidas em papel, feitas de fibra de trigo, com cartão reciclado, com cortiça. E para as brincadeiras, objetos de madeira, têxteis, tecidos, materiais amigos do Planeta.

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Vestir: atenção aos microplásticos

Grande parte das roupas contém fibras sintéticas, como nylon e poliéster, que, por sua vez, contêm microplásticos que vão parar ao mar. Reaproveitar roupa dos irmãos, primos, amigos, pode ser uma solução. Olhar para a etiqueta na hora da compra é aconselhável. Algodão orgânico, linho, fibras naturais, são boas escolhas. Nos pés, o calçado costuma ter solas de plástico, mas há alternativas. Cortiça, restos de pneus ou plástico retirado do mar são materiais que têm dado belas e ecológicas solas. Nos detergentes da roupa há todo um mundo de plástico, das embalagens às cápsulas que ainda não se vendem a granel. É preciso atenção e contenção para não ligar a máquina desnecessariamente. Há quem faça em casa detergente líquido para lavar roupa: com água, borato de sódio, carbonato de sódio, barra de sabão azul e branco.

fonte: https://tag.jn.pt/plastico-vamos-fazer-a-diferenca/

Texto: Sara Dias Oliveira

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Por que a Nestlé quer acabar com o canudinho

Maior fabricante de alimentos do mundo lança campanha para convencer o consumidor a renunciar a certas comodidades

Sede da Nestlé, em Zurique, na Suíça: a ordem é reduzir o uso de plástico (Nestlé/Bloomberg)

A partir de 2020, a Nestlé vai abolir os canudinhos plásticos das embalagens do achocolatado Nescau Prontinho. O consumidor terá duas opções: comprar sem o acessório — e se virar para consumir o produto — ou optar por uma caixinha que inclui um canudo de papel. O tradicional tubinho de plástico, presente há décadas no Prontinho, está com os dias contados.

Essa é apenas uma das medidas tomadas pela Nestlé para repensar suas embalagens. A maior fabricante de alimentos do mundo, que faturou 13,75 bilhões de reais no Brasil, em 2018, quer rever a maneira como entrega seus produtos ao consumidor. No alvo, está a diminuição do consumo de plástico, um insumo barato, altamente disseminado pela indústria, mas que é um dos maiores vilões do meio ambiente.

A Nestlé também suprimiu o celofane nas caixas de bombom. O material era utilizado para dar proteção extra aos doces, mas uma solução simples foi capaz de removê-lo. “Nós tomamos mais cuidado ao selar as embalagens dos bombons”, afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé no Brasil.

Outra simples alteração eliminou o filme plástico que prevenia o movimento de caixas nos pallets durante o transporte rodoviário. O procedimento, padrão no setor de logística, é semelhante ao usado pelas empresas que oferecem proteção a bagagens nos aeroportos. As caixas, para se manterem agrupadas, são envoltas em diversas camadas de filme transparente. Uma pistola de cola e quatro pontos de contato obteve o mesmo resultado, com a facilidade de não precisar desembalar tudo no local de destino. Basta puxar uma caixa para destacá-la das demais.

Nos últimos três anos, a companhia reduziu em 100 mil toneladas o volume de material de embalagem utilizado. O fim do canudo no Nescau Prontinho economizará 350 toneladas de plástico por ano e o do celofane nas caixas de bombom, 140 toneladas.

A luta contra o plástico é um movimento global, potencializado por pesquisas recentes que mostram os impactos do material no meio ambiente. Um estudo conduzido pela fundação Ellen McArthur, que defende a economia circular, e apresentado no Fórum Econômico Mundial, aponta que haverá mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050, se forem mantidos os atuais níveis de utilização e reciclagem do insumo.

O cenário tem levado diversos países a restringirem o uso de plástico, inclusive o Brasil. Recentemente, cidades como Santos e Rio de Janeiro proibiram o uso de canudinhos. Na União Europeia, a lista de produtos a serem vetados inclui copos, pratos, cotonetes e talheres. As medidas começam a ser implementadas em 2021.

Para Melchior, o processo de reduzir o uso do plástico é lento, difícil e envolve múltiplos atores. A Nestlé, sozinha, não vai resolver o problema, ainda que seu porte e sua liderança de mercado proporcionem uma capacidade adicional de mobilização. “A sociedade terá de repensar o modelo, e isso inclui os consumidores”, afirma.

Na próxima semana, a empresa lançará uma campanha, batizada de Iniciativa Re, convocando seus fornecedores, parceiros e clientes a mudarem de comportamento. A iniciativa prevê uma série de ações de marketing, internas e externas. No que se refere aos consumidores, a estrela da campanha será um robô que responderá pelo WhatsApp a dúvidas sobre reciclagem.

O Ecobot foi desenvolvido pela própria companhia. Ele utiliza inteligência artificial para responder a perguntas como “onde jogar a pazinha do café”, “como separar o lixo” e “o que fazer com uma caixa de pizza suja de queijo derretido”. Para acessá-lo, bastará enviar uma mensagem e iniciar a conversa, normalmente. Quanto mais pessoas perguntarem, mais o sistema aprenderá. A ideia é desenvolver uma grande base de dados sobre reciclagem, que poderá ser utilizada pela indústria, no futuro, para a definição de políticas e estratégias.

A Iniciativa Re aborda também a cadeia de reciclagem. A Nestlé concedeu um apoio, de valor não revelado, ao aplicativo Cataki, uma iniciativa de impacto social que conecta catadores e consumidores por meio de uma plataforma digital. Quem baixa o app encontra recicladores cadastrados por região e por material coletado, além de poder negociar valores de coleta diretamente com os profissionais.

Segundo Melchior, essa rede de catadores é um problema social, inerente à realidade brasileira, mas que acaba por favorecer a reciclagem. Graças a ela, por exemplo, o Brasil é um dos países que mais recicla alumínio no mundo. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que os catadores são responsáveis por 90% do lixo reciclado no país.

A existência dessa rede de recicladores é, de fato, um problema econômico e social. O número de catadores informais cresceu 48% entre 2014 e 2018, período que contempla a maior recessão econômica do país (2014-2016), na qual o PIB acumulou uma queda de 8,2%. Em dezembro do ano passado, a categoria somava 268 mil trabalhadores, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do IBGE, compilados pela Fundação Getúlio Vargas.

Em 2018, a renda mensal dos catadores era de 690 reais, inferior ao salário mínimo na época (954 reais) e equivalente a menos de um terço da renda média nacional (2.243 reais). Os negros representam quase 70% dessa população e apenas três em cada dez recicladores completaram o ensino fundamental.

Embora a situação não seja a ideal, para Melchior, pior seria não fazer nada. “Vamos evoluir com o tempo. O momento agora é de repensar as embalagens”, diz ele. Isso pode significar a retomada de alguns frascos que caíram em desuso, como as latas e as garrafas de vidro. Durante um bom tempo, os antigos recipientes metálicos foram sendo substituídos por garrafas pet, de plástico, ou as chamadas caixas “tetra”, como as de leite longa vida. “Talvez a gente precise revisitar antigas soluções”, afirma Melchior. A Nestlé deve intensificar o uso de latas de alumínio, de acordo com o executivo. O Leite Moça, por exemplo, aos poucos deixará de ser vendido nas caixinhas tetra.

Essa mudança exige investimentos. Nos últimos três anos, a empresa destinou 200 milhões de reais para ações e tecnologias nas fábricas, parcerias com instituições do terceiro setor, como os projetos Tamar e Reciclar pelo Brasil, e ações de conscientização ambiental. Para 2019, estão previstos mais de 400 milhões de reais em investimentos no parque industrial (em diversas frentes, não apenas em sustentabilidade).

O custo da mudança, no entanto, não é um problema. “A maioria dos materiais, quando se tem escala, apresenta custos semelhantes”, diz Melchior. A dificuldade está mesmo na adaptação do processo produtivo. No caso das garrafas pet, a produção é muito simples. “Você coloca o recipiente na máquina e enche de produto”, afirma o executivo. Por esse motivo, a indústria optou pelo plástico nas últimas décadas. “A barreira de entrada, com o pet, é muito menor”. O uso de latas, por outro lado, exige a instalação de um setor de lataria na fábrica, bem mais complexo.

Há uma dificuldade adicional: encontrar fornecedores. A empresa teve dificuldades para obter um canudo de papel adequado ao Prontinho. “Mesmo a indústria de celulose não estava preparada”, relata o CEO. Neste ano, a Nestlé promoveu um concurso de design para o desenvolvimento de uma solução de embalagem que permita o consumo do achocolatado sem o acessório. A ideia vencedora transformou a aba da caixinha em um cone, por onde passará o líquido. O projeto se encontra em fase de execução.

Ao mesmo tempo, o consumidor terá de aceitar a perda de algumas comodidades. Foi a indústria que introduziu o plástico no mercado de consumo. Mas, segundo Melchior, as pessoas se acostumaram com a praticidade de, por exemplo, comprar uma garrafinha de 510 ml de água mineral. O que se estabeleceu foi uma relação simbiótica, na qual as empresas não renunciam ao plástico por medo de perderem vendas, e os consumidores relutam em voltar a beber diretamente do copo, sem um canudinho, ou a carregar uma garrafa de vidro. Daí a necessidade de se realizar campanhas de conscientização, como a do Ecobot. Talvez a tecnologia possa recriar essa simbiose, de uma forma que beneficie o meio ambiente.

fonte: revista EXAME – MARKETING – Por Rodrigo Caetano
15 nov 2019, 12h00

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PORQUE INVESTIR NAS EMBALAGENS…

O MOTIVO

“A FUNÇÃO DA EMBALAGEM NÃO É APENAS ABRIR; É FAZER A VENDA NO MOMENTO OPORTUNO, E DEIXAR A VONTADE DE QUERO NOVAMENTE…”

— autor desconhecido..
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Faça de suas embalagens um instrumento poderoso de vendas e fixação de marca….

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Pandemia causa escassez de insumos na indústria e encarece embalagens

Foto por Edward Jenner em Pexels.com
Quinta-feira, 17 de setembro de 2020    Tempo de leitura: 8 minutos

Além dos prejuízos causados pela pandemia de coronavírus, agora diversos setores sofrem com a falta de insumos e, consequentemente, com aumentos dos preços de matéria-prima. A indústria, por exemplo, encara uma alta de até 35% dos insumos utilizados no processo produtivo, além da escassez de alguns suprimentos.

Por enquanto, as empresas estão absorvendo a maior parte desse impacto, reduzindo margens que já vinham pressionadas por causa da crise da Covid-19. Porém, há o temor de que, com o crescimento da demanda, esse aumento de custos seja repassado ao consumidor a qualquer momento, pressionando a inflação.

Alta do dólar, queda da produção de insumos devido à pandemia, retomada da produção industrial mais rápida do que o esperado e aumento das exportações em decorrência do câmbio favorável, além do reaquecimento da demanda em países onde a doença já está mais controlada estão entre os fatores que explicam esse desequilíbrio entre oferta e demanda na produção, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

Outro setor que enfrenta falta de insumos e aumento de preços são os transformadores de plásticos. “Há um problema de oferta de PVC, polipropileno e polietileno”, relatou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), à reportagem. Segundo o representante da indústria, no segmento de PVC, os reajustes chegam a superar 30% nos últimos meses.

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Menos importação na pandemia

Em eletroeletrônicos, a falta de componentes vindos da China enfrentada em fevereiro não se repetiu nos meses seguintes, mas o setor ainda convive com uma alta de 30% a 40% no preço dos insumos importados. “Tivemos dois problemas simultâneos, a desvalorização do real do ano passado para este, num setor com 70% de insumos importados, e a redução dos voos, que levou a uma alta de preços do frete de cerca de 200%”, disse Humberto Barbato, presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

No setor têxtil, com safra recorde de algodão, também não há falta de insumo. Mas os custos estão em alta, devido ao câmbio favorável à exportação da matéria-prima e às cotações internacionais pressionadas pela volta da atividade em regiões onde a pandemia já arrefeceu, afirmou Fernando Pimentel, da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), à publicação.

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Insumos na construção civil

Apontado como um dos setores que mais sofreria com as medidas de isolamento social, o segmento de construção civil conseguiu recuperar rapidamente o movimento. Mas se a demanda cresceu nos últimos meses, embalada pela injeção de renda e uma mudança no perfil de cliente, a queda no valor das compras e a falta de matéria-prima tornaram o processo de retomada mais lento (e caro) para esse mercado.

Mesmo diante da crise imposta pelo coronavírus, mais de 54% dos lojistas de materiais de construção registraram aumento nas vendas em julho, na comparação do mesmo período de 2019. Para maio, o percentual foi de 42% dos líderes do varejo que reportaram um crescimento. Apenas em abril, houve retração da demanda.

Os dados são do Termômetro Anamaco, levantamento feito pela associação do varejo de construção em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), segundo reportagem da CNN Brasil. Os destaques dos últimos três meses foram os produtos básicos, como cimento, cal e areia — responsáveis por 32% das vendas —, seguidos por tintas e vernizes (26%) e material elétrico (23%).

Esses números mostram que a demanda está voltada para reformas e obras pesadas, e não mais para pequenos reparos, jardinagem e decoração, como acontecia no início da pandemia. Foi o que contou o CEO da Telhanorte, Juliano Ohta, em entrevista à publicação.

“Nosso setor não estava esperando esse crescimento. O que tem nos surpreendido nos últimos meses foi uma procura muito grande por materiais básicos para construção e reforma. Há, inclusive, falta de cimento no mercado, o que tem trazido um desafio para nós e para as construtoras e clientes no geral”, disse.

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Indústria de #embalagens em alta

indústria de #papelão e #embalagens é um dos poucos setores da economia que não encolheram nos últimos meses, e conseguiu ampliar suas atividades. O crescimento das compras no comércio eletrônico e dos pedidos de #delivery de alimentos provocado pelo isolamento impulsionou a demanda por embalagens de papel no país.

De acordo com dados do setor, nos últimos seis meses muitas indústrias aumentaram a produção para patamares acima dos registrados antes da pandemia. Os custos das embalagens aumentaram de 10% a 20% nos últimos meses. Nos seis primeiros meses do ano, o país produziu 357 mil toneladas de papel cartão (um material mais fino, usado para embalagens de refeições ou caixas de chocolate), alta de 1,4%, em relação ao mesmo período em 2019.

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que representa empresas de toda a cadeia produtiva, de árvores plantadas do campo às fabricantes de papel, também destacou que o mercado de papel para embalagens, principalmente para e-commerce e delivery, “está em plena retomada, após momentos mais críticos da pandemia, quando houve forte retração da demanda”.

Ainda de acordo com a Ibá, no mês de junho com a reabertura gradual do comércio, a demanda nacional reaqueceu rápido, “o que fez com que os pedidos por papel de embalagem subissem acima da média. Em alguns segmentos, o aumento chegou a 25%”. A entidade diz que não há risco de escassez do produto no mercado, segundo reportagem do jornal O Globo.

Leia também: Como a automação de embalagens traz benefícios às operações do e-commerce

Fontes:https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/escassez-industria-embalagens-coronavirus/  CNNFolha de S. Paulo, e O Globo.

Lixo nas Praias: Embalagens de Plástico Para Alimentos Já Ultrapassam as Pontas de Cigarros

Foto por Sera Cocora em Pexels.com

Uma iniciativa anual de limpeza global recolheu 32.5 milhões de itens em 116 países num dia – incluindo um gnomo de jardim, um sofá e uma banheira.

As embalagens de doces e batatas fritas tornaram-se no lixo de praia mais encontrado, ultrapassando pela primeira vez as pontas de cigarros.

Esta triste estatística está entre as descobertas do último relatório da Ocean Conservancy sobre a sua limpeza anual de praias em 2019, onde mais de 20.8 milhões de toneladas de lixo foram recolhidas nas praias de 116 países. São 32.5 milhões de itens recolhidos num dia.

Apesar de as embalagens de plástico, que entre 2002 e 2014 representavam quase 45% dos plásticos produzidos nos EUA, Europa, China e Índia, se terem tornado no tipo de plástico mais dominante no fluxo global de resíduos, o modesto filtro de cigarro manteve-se no primeiro lugar durante os 34 anos de história de limpeza de praias da Ocean Conservancy. Agora está em segundo lugar, com 4.2 milhões de pontas de cigarros recuperadas. As embalagens de alimentos estão no topo da lista, com mais de 4.7 milhões de embalagens individuais recolhidas.

Um compêndio dos itens recolhidos, classificados por país e tipologia, foi publicado online no dia 8 de setembro. O lixo foi retirado de praias de todos os continentes, exceto na Antártida.

Os outros itens que figuram entre os dez primeiros também estão relacionados com alimentos e bebidas, e a maioria não é reciclável. A lista inclui garrafas e tampas, palhinhas, copos, recipientes para take-away e sacos de plástico. Embora as garrafas sejam altamente recicláveis, as embalagens de plástico mais leves costumam ser rejeitadas pelas instalações de reciclagem porque encravam as máquinas.

As pontas de cigarros, que são feitas de acetato de celulose, são há muito tempo consideradas pelos cientistas de grupos ambientais como uma anomalia – uma questão separada das maiores tendências de consumo relacionadas com o lixo plástico. Nas futuras limpezas, dependendo do número de voluntários e praias limpas, a omnipresente ponta de cigarro pode reivindicar novamente o primeiro lugar, diz Nicholas Mallos, que dirige o programa Trash-Free Seas da Ocean Conservancy.

“O primeiro lugar que as embalagens de alimentos assumiram serve apenas para destacar a produção insustentável de embalagens descartáveis deste género”, diz Nicholas. Para complicar as coisas, muitas das embalagens de alimentos não são recicladas pelos consumidores, ou não podem sequer ser recicladas – uma condição que Nicholas Mallos diz realçar as “grandes insuficiências” na gestão de resíduos de plástico na maioria das comunidades de todo o mundo.

 

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O QUE É O PLÁSTICO?

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental, em 2017, apenas 13% dos recipientes e embalagens de plástico foram reciclados nos Estados Unidos – a taxa mais baixa de reciclagem entre recipientes e embalagens de qualquer material.

A Ocean Conservancy cataloga cada item recolhido na limpeza de praias desde 1986, ano em que se realizou a primeira limpeza, e compilou o que considera ser o maior banco de dados de detritos marinhos do mundo por tipologia, com mais de 400 milhões de itens. A linha temporal revela tendências no comportamento dos consumidores, bem como a disponibilidade de vários produtos. Por exemplo, as latas de bebidas e os sacos de papel caíram dos dez primeiros lugares após a limpeza de 2009, cerca de uma década depois de a água engarrafada começar a ser amplamente distribuída a nível global. Os sacos de plástico ultrapassaram os sacos de papel nos supermercados. As garrafas de vidro saíram desta lista em 2017, ano em que os plásticos garantiram o seu domínio entre os dez primeiros itens mais recolhidos.

“A base de dados da Ocean Conservancy é um retrato cronológico importante sobre a poluição por plástico, é importante para todos os que se preocupam com este problema no mundo”, diz Jenna Jambeck, professora de engenharia na Universidade da Geórgia e bolseira da National Geographic. “Tenho feito referência a estes dados desde que comecei a investigar este tópico, há 19 anos.”

A limpeza de 2019, quantificada pelos matemáticos do grupo em termos relacionáveis com criaturas que vivem no oceano, incluía palhinhas suficientes para 322 polvos beberem oito smoothies por dia durante um ano, e talheres de plástico suficientes para servir uma refeição de três pratos para 66 mil tubarões. Os voluntários também recolheram linha de pesca suficiente para uma ave marinha pescar a 90 quilómetros de altitude a partir do oceano.

E para não variar, limpar 39.358 quilómetros de praias, desde o Pacífico Asiático, passando pelo Atlântico Norte e terminando na América do Sul, também revelou uma coleção de curiosidades. Um gnomo de jardim apareceu numa praia do Japão, provando a sua aparente omnipresença. Entre outras descobertas: um grelhador em Hong Kong, uma banheira na Jamaica, uma tábua de engomar na Venezuela, um sofá no oeste do México, um saco de golfe na Noruega e uma tocha tiki na Califórnia.

As limpezas realizam-se no terceiro sábado de setembro, incluindo este ano. Mas, devido à pandemia, os voluntários são encorajados a trabalhar sozinhos ou em pequenos grupos – ou esquecer a praia e concentrarem-se na redução de desperdício nos seus próprios lares.

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no sitenationalgeographic.com.

fonte: https://www.natgeo.pt/ciencia/2020/09/lixo-nas-praias-embalagens-de-plastico-para-alimentos-ja-ultrapassam-cigarros

Relatório acusa empresas que usam plástico descartável de sabotar leis e iludir os consumidores

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As empresas que mais usam plástico descartável no mundo têm “sabotado” as leis destinadas a reduzir as embalagens e a poluição, recorrendo a falsos programas e iniciativas.

As empresas que mais usam plástico descartável no mundo têm “sabotado” as leis destinadas a reduzir as embalagens e a poluição, recorrendo a falsos programas e iniciativas voluntárias para distrair consumidores e governos, denuncia um relatório internacional divulgado esta quinta-feira.

Uma investigação realizada em 15 países pela fundação holandesa Changing Markets e a coligação Break Free From Plastic, divulgada em Portugal pelas organizações ambientalistas Zero e Sciaena, demonstrou as discrepâncias entre o discurso e os compromissos públicos de grandes supermercados e marcas do setor alimentar e de bebidas. Os autores da investigação denunciam “manobras de bastidores” para boicotar a legislação que vise fazer frente ao problema das embalagens descartáveis.

“A poluição gerada pelos plásticos descartáveis, que afeta gravemente a nossa saúde e o nosso ambiente, tem solução, mas é a indústria que produz, embala e distribui esses recipientes que está a fazer tudo o que pode nos bastidores para que nada seja feito para reduzir essa ameaça”, referem as organizações num comunicado que acompanha o relatório.

Foto por Krizjohn Rosales em Pexels.com

De acordo com o documento, não só falharam iniciativas voluntárias para combater o desperdício de plástico, como têm sido usadas “como tática para atrasar e obstruir legislação progressista”, enquanto se procura “distrair os consumidores e governos” com “promessas vazias e falsas soluções”.

Sob o título “Talking Trash – Manual sobre falsas soluções das empresas para a crise do plástico”, o relatório aponta como os 10 maiores poluidores de plástico do mundo a Coca-Cola, a Colgate-Palmolive, a Danone, a Mars Incorporated, Mondelez International, a Nestlé, a PepsiCo, a Perfetti Van Melle, a Procter & Gamble e a Unilever, com “uma pegada plástica conjunta de quase 10 milhões de toneladas por ano”.

Foto por Lucien Wanda em Pexels.com

“Assumem compromissos públicos de reciclagem com objetivos quantificáveis, os quais não cumprem e reformulam ou então focam o discurso em soluções falsas ou soluções não comprovadas que também envolvem outros problemas ambientais (alternativas supostamente biodegradáveis ou compostáveis, reciclagem química)”, frisam os autores do estudo.

Como exemplo, citam a Coca-Cola, referindo que “está comprometida, de alguma forma, com dez iniciativas voluntárias para resolver o problema dos resíduos de plástico, enquanto faz parte de, pelo menos, sete associações comerciais que têm feito lóbi contra a adoção de sistemas de depósito ou outra legislação para regulamentar o uso de plástico descartável”.

Segundo o relatório, nos 40 países e regiões do mundo onde as embalagens de bebidas podem ser devolvidas à loja (através de sistemas de depósito com retorno, como o que irá ser lançado em Portugal a partir de janeiro de 2022), 90% de todas as embalagens de bebidas são reaproveitadas e/ou convertidas em novas embalagens, em vez de serem abandonadas, colocadas em aterro ou incineradas.

Foto por Tom Fisk em Pexels.com

Para Renata Fleck, da Sciaena, citada no comunicado, o relatório mostra “a hipocrisia das grandes empresas” que, por um lado, afirmam estar comprometidas com soluções, mas, por outro, “usam truques” para perpetuar “a sociedade descartável”.

A Zero entende que “já não há tempo para as falsas soluções ou promessas” e que “ou se aposta de vez em soluções de redução e reutilização ou os danos no ambiente podem ser irreversíveis”.

Além de uma extensa lista de situações destinadas a ludibriar os consumidores, que passam pela apropriação da crise sanitária e económica provocada pela pandemia de covid-19, o relatório contém propostas, face a um cenário em que se espera a duplicação das embalagens de plástico nos próximos 10 a 15 anos.

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As propostas passam por legislação que exija a recolha seletiva de, pelo menos, 90% dos resíduos plásticos e sistemas de depósito com retorno obrigatórios, objetivos de reutilização e outros mecanismos que promovam a reutilização e o reenchimento como opção prioritária e metas de conteúdo mínimo de material reciclado.

O relatório é ilustrado com imagens de resíduos de plástico e dos malefícios causados aos oceanos e aos animais marinhos, entre outras situações que decorrem da acumulação destes detritos.

“Apesar de a indústria ter passado anos a distrair, atrasar e obstruir legislação, no início de 2020 parecia que a maré de poluição de plásticos tinha começado a mudar, com governos da Europa a África a introduzirem leis que proíbem certos produtos de plástico de utilização única, implementando sistemas de depósitos e retorno de embalagens e obrigando os produtores a assumir a responsabilidade pelos seus resíduos (…) .No entanto, desde o início da pandemia de Covid-19, os produtores de plásticos têm-se apoiado na crise” para fazer reverter estas medidas, denunciam os autores do estudo.

Estados Unidos, Escócia, Áustria, Espanha, República Checa, França, China, Japão, Uruguai, Bolívia e Quénia são alguns dos países citados no relatório.

fonte: https://observador.pt/2020/09/17/relatorio-acusa-empresas-que-usam-plastico-descartavel-de-sabotar-leis-e-iludir-os-consumidores/

Lego substitui sacos de plástico por sacos de papel

Uma verdadeira revolução na política das embalagens da multinacional dinamarquesa dos brinquedos. Todas as embalagens vão passar a ser de papel.

O fabricante dinamarquês de brinquedos anunciou que vai substituir todas as embalagens de plástico por papel. Esta é apenas uma das iniciativas do novo plano ecológico da empresa.  

“Estamos a tentar reduzir o impacto ambiental do fabrico de tijolos Lego: zero desperdício até 2025, uma redução de 10% no consumo de água, introdução dos nossos sacos de papel”, revelou Tim Brooks, vice-presidente do grupo e responsável pelo desenvolvimento sustentável. Para o conseguir, a Lego pretende investir 400 milhões de dólares na reconversão das embalagens.

De acordo com este plano de investimento, todas as embalagens, que a Lego já reduziu em tamanho – permitindo-lhe reduzir os seus custos de transporte – serão feitas de materiais renováveis ou reciclados até 2025. 

“Recebemos milhares de cartas todos os anos e muitas delas são sobre plásticos e o ambiente as crianças fazem desenhos, dão exemplos de como querem que as suas embalagens sejam”, diz Brooks. Cerca de 2% das peças da Lego já são de  material de base biológica A partir de 2021, os sacos tradicionais de plástico contendo as peças serão gradualmente substituídos por sacos de papel recicláveis. Na sua produção, o gigante dinamarquês, baseado em Billund, reutiliza já a grande maioria do seu plástico nas suas fábricas, estando as principais localizadas na Hungria, República Checa, México, China e Dinamarca. De acordo com um estudo recente da firma especializada NPD, 47% dos compradores em todo o mundo desistiram de um jogo devido a preocupações de sustentabilidade. 

A Lego também quer melhorar a composição das suas peças que, actualmente, são maioritariamente feito de plástico “ABS”, também utilizado em electrodomésticos. 

 De momento, apenas 2% peças – ou 80 dos 3.600 elementos vendidos – provêm de um material de origem biológica: polietileno à base de cana-de-açúcar, que é principalmente utilizado para as árvores, folhas e arbustos dos kits, mas esta quota irá aumentar, diz Tim Brooks, para satisfazer a ambição de ter produtos 100% sustentáveis até 2030. 

fonte: https://www.wort.lu/pt/sociedade/lego-substitui-sacos-de-pl-stico-por-sacos-de-papel-5f635779de135b92361427ce

Animais marinhos confundem plástico com comida. Mas por que será?

Foto por Oliver Sjöström em Pexels.com

Já denunciamos várias vezes aqui no GreenMe o grave problema ambiental que tanto tem afetado os animais marinhos: a poluição dos mares e oceanos.

Mas não apenas animais como baleias, peixes e tartarugas têm morrido e se intoxicado por causa da ingestão de plástico. Os plânctons também têm sido vítimas de resíduo plástico despejado em larga escala nos mares.

Plástico tem cheiro de peixe

Ao se alimentar, os seres marinhos acabam ingerindo fragmentos de plástico, confundindo-os com o alimento. Segundo uma matéria publicada pela BBC, pesquisadores explicam que isso ocorre porque o plástico tem cheiro de comida.

Conforme assevera Erik Zettler, ecologista microbiano do Instituto Real Holandês de Pesquisas Marítimas: “Tente cheirar um pedaço de plástico que você encontrar na água da próxima vez que estiver na praia. Ele cheira a peixe”.

A razão para esse odor é proveniente da rápida colonização de micróbios no plástico, chamada de “plastisfério”. Ao liberar substâncias químicas, essa camada formada pelos micróbios faz com que o plástico tenha cheiro e sabor de alimentos para os animais marinhos. Parece que essa mesma explicação se aplica para as aves marinhas, que encontram sua comida pelo cheiro.

O caso das baleias é diferente porque o plástico acaba sendo filtrado acidentalmente quando elas se alimentam de plâncton.

Foto por Leonid Danilov em Pexels.com

O aumento de plástico nos oceanos

Um estudo realizado em 2015 estimou que, aproximadamente, oito milhões de toneladas de plástico caem em águas oceânicas anualmente. Pelas correntes marítimas, o plástico se decompõe em microplásticos, que acabam sendo ingeridos pelos animais marinhos.

Por causa disso, cada vez mais estão surgindo questionamento sobre os efeitos do lixo plástico no ambiente marinho. O impacto mais conhecido é sobre os animais de médio e grande porte, como aves e baleias, que morrem por asfixia ou fome, uma vez que o plástico bloqueia o seu aparelho digestivo. Mas a verdadeira dimensão do dano ainda é desconhecida.

O que pode ser feito?

No dia 8 de setembro, foi lançada uma campanha de limpeza de plásticos dos mares no Oceano Pacífico. Iniciativas isoladas similares também vêm ocorrendo aqui no Brasil. Neste mês, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, também foi feito um mutirão de limpeza nas praias.

Algumas cidades balneárias também têm proibido o uso de canudos plásticos em estabelecimentos alimentares, como Rio de Janeiro e Santos.

Entretanto, a solução mais eficaz é evitar a poluição dos mares. Isso implica uma mudança de atitude nossa como consumidores e, também, o desenvolvimento de soluções inteligentes para substituição do plástico.

Ou seja, só com um combo que inclua mudança comportamento, políticas governamentais e desenvolvimento de tecnologias por parte da indústria é que os mares ficarão livres da poluição.

Pelo menos a nossa parte já pode e deve ser feita já!

Foto por Pixabay em Pexels.com

fonte: https://www.greenme.com.br/informarse/lixo-e-reciclagem/7087-animais-marinhos-confundem-plastico-comida/

Gisella Meneguelli

Gisella Meneguelli É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.

Carnaval: boicote também à pupurina. Chega de microplástico!

Foto por Nicolas Postiglioni em Pexels.com

O Carnaval já está dando muito o que falar. Samba-enredo polêmico, petição contra o uso de penas e plumas em fantasias e, agora, o boicote ao uso de purpurina e glitter.

Em 2017 , depois que a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense decidir homenagear as tribos do Xingu com o seu samba-enredo e provocar a ira dos representantes do agronegócios, os ambientalistas aproveitaram o tom crítico para exigirem das diretorias das escolas de samba e dos carnavalescos que deixem de usar penas e plumas de aves como adorno de fantasias.

São muitos os materiais usados pelas escolas de samba que preocupam os ambientalistas. Como no carnaval a maiorias das pessoas está se divertindo, ninguém pensa no custo de toda essa diversão para o meio ambiente. Mas os ambientalistas estão atentos e pedem aos foliões que evitem adereços cheios de brilhos, porque eles demoram séculos para se decompor.

Foto por Hope Aye em Pexels.com

O perigo do microplástico para o meio ambiente

O site “Pedra Ambiental” publicou o texto “” levantando mais uma polêmica.

Em 2015, uma pesquisa publicada na revista “Nature” estimou que cerca de 8 milhões de toneladas métricas de plástico chegam aos oceanos anualmente. Também outro estudo, divulgado na “Environmental Research Letters”, mostrou que até 236 mil toneladas métricas desse total seriam de microplásticos.

O plástico demora centenas de anos até entrar em decomposição. Os nossos mares estão cheios dele e, consequentemente, cheios de problemas para a vida marinha: animais morrem perfurados por plástico, os microplásticos interferem na alimentação dos animais e organismos marinhos e na fotossíntese das algas marinhas.

Com os corpos cheios de glitter e purpurina, muitos banhistas vão para o mar se refrescar e se limpar, depositando esses produtos diretamente no oceano. Mas mesmo em casa, na ducha, todo este microplástico tem o mesmo destino: as águas.

Abandonar o brilho não significa que o carnaval vai perder o glamour. O carnaval é a festa da criatividade. Existem muitas formas de se fantasiar e se divertir sem agredir o meio ambiente. O que vocês acham disso?

fonte: https://www.greenme.com.br/viver/arte-e-cultura/4909-carnaval-boicote-purpurina/

Gisella Meneguelli

Gisella Meneguelli É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.

Já pensou em trocar “long neck” por latinha? E por que não usar um papel mais escuro?

Foto por Pixabay em Pexels.com

São atitudes simples e sustentáveis que podem ajudar a preservar o meio ambiente

Verão chegando e muita gente já pensando naquela cervejinha que vai tomar na praia com os amigos. Já faz um tempo que a versão “long neck” (garrafinhas de vidro) caíram no gosto das pessoas. Mesmo sendo mais cara que a latinha, alguns não abrem mão, dizem que a cerveja é mais saborosa.

O que talvez muitos não saibam é que a garrafinha tipo “long neck” é um vidro que dificilmente será reciclado e vai se acumular nos lixões.  

O gerente de pesquisa e monitoramento de ecossistema, Marco Antônio Bravo, explica que o vidro usado para fazer as “long necks” não é temperado: “A “long neck” tem um vidro mais fino e a bebida gela mais ra´pido. Esse modelo surgiu para concorrer com a latinha de alumínio. O problema é que ninguém pensou no descarte desse material. Mais de 90% não é reciclável. A lei diz que os fabricantes deveriam ser responsáveis por recolher essas garrafinhas para triturar e reutilizar o vidro”.

Mas o que acontece é que o custo em reciclar as garrafinhas “long neck” acaba sendo muito maior do que usar matéria-prima nova. Ou seja: fazer o vidro do zero é mais vantajoso para as empresas. 

Já as garrafas de vidro de 600ml e de 1 litro são recicláveis, mas quebram com facilidade, teriam que ser higienizadas e também por causa do peso, não são tão interessantes para as cooperativas de reciclagem. A taxa de reciclagem de vidro no Brasil hoje é de cerca de 40%. 

a Associação de catadores de materiais recicláveis de Vitória (Ascamare), todo mês o vidro recolhido é guardado porque uma vez por ano, um comprador vai até lá buscar. O produto não gera lucro mensal como a venda  como latinhas e garrafas pets por exemplo. “Só algumas vezes é que aparecem pessoas querendo comprar garrafas de vidro para fazer artesanato, mas a venda é pequena”, conta uma das associadas, Laudicéia Bone. 

Foto por Mash Babkova em Pexels.com

Latinhas: a melhor escolha

Já as latinhas de alumínio são disputadas pelos catadores de reciclados que circulam pelas praias. Elas tem valor no mercado, depois de prensadas são revendidas pelas cooperativas. Sem dúvida a melhor opção quando pensamos na sustentabilidade do planeta.

“A maioria das embalagens hoje ´é descartável. Eu, por exemplo separo o lixo seco em casa, lavo, embalo e levo para o ecoposto. Mas a maioria não faz isso, acaba misturando o lixo. Quando esse material não vai para as vias públicas, entupindo  as galerias, ele fica ocupando espaço nos aterros sanitários”, conta o gerente de pesquisa e monitoramento de ecossistema, Marco Antônio Bravo.

Neste vídeo, o especialista conta com mais detalhes como faz para separar o lixo em casa.

Segundo o Plano de Gerenciamento de Resíduos sólidos, com base em 2017, 64 municípios o Estado tem coleta seletiva mas só conseguem atender cerca de 34% da população. São 861.308 toneladas de resíduos sólidos urbanos aqui no Estado.

Não há dúvidas de que é preciso melhorar o planejamento da coleta seletiva no Espírito Santo. Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo, na capital, só 2,3% dos resíduos recolhidos são reciclados.

Foto por freestocks.org em Pexels.com

Papel mais sustentável

Uma mudança aqui, outra ali nos nossos hábitos de consumo podem ajudar na sustentabilidade do lugar onde moramos. E várias empresas também começam a tomar iniciativas para ajudar o Planeta.

Já reparou que algumas redes de fast food trocaram plástico por papel em copos e embalagens? Muitas também passaram a usar um guardanapo de cor mais escura. Em alguns aeroportos, o papel toalha também tem o tom marrom. Será que isso tem a ver com o cuidado com o meio ambiente?

A resposta é sim. Para que o papel fique branquinho, ele precisa passar por mais processos químicos, quando usamos o papel de tonalidade mais escura, os benefícios para o meio ambiente são maiores.

Alguns tipos de papel não são recicláveis, como o higiênico e o guardanapo, por exemplo. Então por que não começar a pensar em mudar um pouco a nossa cultura de usar apenas papel branco?

A Suzano Papel e Celulose começou a produzir e comercializar na fábrica de Aracruz, no norte do Espírito Santo, um papel não branqueado, que passa por menos processos químicos.

Celulose não branqueada é produzido e vendido em fábrica no norte do Espírito Santo

“O que fazemos é tratar o papel com uma quantidade menor de química, a gente contribui para a sustentabilidade e o papel fica com uma aparência mais natural. É diferente da textura de papéis de pão ou papelão, que tem processo mecânico na fabricação. A fibra do papel não branqueado que estamos produzindo tem qualidade, como os brancos já conhecidos”, explica a gerente executiva de desenvolvimento de celulose e biorrefinaria da Suzano,  Bibiana Rubini.

A fabricação de papéis não branqueados na Suzano é focada nos modelos “tissue”, que são os sanitários, como papel higiênico, papel toalha e guardanapos, por exemplo.

“É um papel que fica com a cor parecida com a da madeira. Mas temos clientes específicos para os dois tipos de papel, branco ou marrom. Alguns querem dar um ar de mais sustentabilidade ao seu negócio e o papel sem processo de branqueamento atende bem”,  conta a gerente de pesquisa e desenvolvimento de celulose da Suzano, Heloísa Ramires.

Sustentabilidade

Buscar o caminho da sustentabilidade é a saída para salvarmos as futuras gerações de tantos danos causados ao Planeta nas últimas décadas. “Na China,  por exemplo, já há uma lei que limita quanto o papel higiênico pode ser branco, justamente pensando em reduzir as agressões ao meio ambiente”, diz a gerente Bibiana.

No áudio abaixo ela reforça a importância de focar a tecnologia para desenvolver ações que busquem cada vez mais a sustentabilidade.

fonte:

Redação Folha Vitória

14 de Dezembro de 2019 às 09:37 Atualizado 14/12/2019 09:37:18

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